sexta-feira, 6 de setembro de 2013

VERTIGINE HOMINUM_a vertigem dos homens (Parte VII)

Para não parar de se mover
– Poslúdio –


Porque os homens têm que ser levados ao conhecimento de si próprios, antes de se entregar a Deus. É preciso cortar deles absolutamente toda esperança na carne antes que eles possam ser levados a Deus. Isto é importante em tudo, mas é especialmente importante no salto para o verdadeiro Evangelho de Cristo. Mas o homem crente diz: “Eu amo a Deus desde que eu era pequeno, como posso não conhecê-lo?". Sinceramente foi dito: se vocês dizem que conhecem a Deus e continuam os mesmo, não é real, vocês não o conehcem. Amam apenas a imagem de um Deus criado pela sua própria mente, você amou aquilo que criou. Ainda se alguém nos contasse sobre o Deus verdadeiro, nos diríamos: "Eu nunca poderia amar um Deus como esse!". Se o vermos com corações desejosos de verdade, com bons membros de igreja diremos: "Este não é o meu Deus!", e Ele diria: "Claro que não é, sou o Deus vivo, aquele das Escrituras: o que se fez carne!”.
Por fim, ou melhor, para entendermos que a vida nunca termina, insurgem festivamente nossos companheiros Relógios. Na frente do espaço, sob o foco que inicialmente estava Eduardo, eles voltam a tecer suas ultimas reclamações – o homem está prestes a acordar. No fundo na escuridão, enquanto vemos outro homem abraçando a Deus, os ouvimos.

“_ Transformem-se pela renovação das suas mentes, dos seus modos de entender e pensar. Conheçam a verdade e a verdade os fará livres. Busquem-me, e vocês me encontrarão se sua burca for de todo o coração. Aquele que crê viverá!”

“_ Porque são esses os que me amam de verdade, aqueles que buscam, encontram e guardam meus ensinamentos.” – eles gargalham. “_ E se alguém me amar, o meu Pai, Deus, também o amará. Eu também o amarei e me revelarei todos os dias a ele. E ele entenderá que esta é a eternidade do meu amor, me conhecer e prosseguir em me conhecer!”

Em meio às gargalhadas tudo se escurece, agora por uma ultima e definida vez. Vemos então que se projetam palavras emanadas da mesma voz que nos iniciou nessa empreita para conhecermos a história de Eduardo; um homem que carregava em si o peso de ser a repetição de todos os homens do mundo, um homem da vertigem.

“Não tem haver com se sentir bem.
Não se trata só de um ‘plano maravilhoso’.
Não tem haver com músicas, danças ou reuniões.
Não tem nada haver com esse ou aquele comportamento de moral ou ética.

Tem haver com Jesus ou não-Jesus. Jesus.

Estar perto ou longe.


Vivo ou morto no coração de quem realmente importa. Jesus.”

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