Para não parar de se mover
– Poslúdio –
Porque os homens têm que ser levados
ao conhecimento de si próprios, antes de se entregar a Deus. É preciso cortar
deles absolutamente toda esperança na carne antes que eles possam ser levados a
Deus. Isto é importante em tudo, mas é especialmente importante no salto para o
verdadeiro Evangelho de Cristo. Mas o homem crente diz: “Eu amo a Deus desde que eu era pequeno, como
posso não conhecê-lo?". Sinceramente foi dito: se vocês dizem que conhecem
a Deus e continuam os mesmo, não é real, vocês não o conehcem. Amam apenas a
imagem de um Deus criado pela sua própria mente, você amou aquilo que criou.
Ainda se alguém nos contasse sobre o Deus verdadeiro, nos diríamos: "Eu nunca poderia amar um Deus como
esse!". Se o vermos com corações desejosos de verdade, com bons
membros de igreja diremos: "Este não
é o meu Deus!", e Ele diria: "Claro
que não é, sou o Deus vivo, aquele das Escrituras: o que se fez carne!”.
Por fim, ou melhor, para entendermos
que a vida nunca termina, insurgem festivamente nossos companheiros Relógios.
Na frente do espaço, sob o foco que inicialmente estava Eduardo, eles voltam a tecer
suas ultimas reclamações – o homem está prestes a acordar. No fundo na
escuridão, enquanto vemos outro homem abraçando a Deus, os ouvimos.
“_
Transformem-se pela renovação das suas mentes, dos seus modos de entender e
pensar. Conheçam a verdade e a verdade os fará livres. Busquem-me, e vocês me encontrarão
se sua burca for de todo o coração. Aquele que crê viverá!”
“_
Porque são esses os que me amam de verdade, aqueles que buscam, encontram e
guardam meus ensinamentos.” – eles gargalham. “_ E se alguém me amar, o meu
Pai, Deus, também o amará. Eu também o amarei e me revelarei todos os dias a
ele. E ele entenderá que esta é a
eternidade do meu amor, me conhecer e prosseguir em me conhecer!”
Em meio às gargalhadas tudo se
escurece, agora por uma ultima e definida vez. Vemos então que se projetam
palavras emanadas da mesma voz que nos iniciou nessa empreita para conhecermos
a história de Eduardo; um homem que carregava em si o peso de ser a repetição
de todos os homens do mundo, um homem da vertigem.
“Não
tem haver com se sentir bem.
Não
se trata só de um ‘plano maravilhoso’.
Não
tem haver com músicas, danças ou reuniões.
Não
tem nada haver com esse ou aquele
comportamento de moral ou ética.
Tem
haver com Jesus ou não-Jesus. Jesus.
Estar
perto ou longe.
Vivo
ou morto no coração de quem realmente importa. Jesus.”
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